Equipe Base: Amélio, Xande e Irineu Pé de Boi; Balbino, Sérgio e Chocolate; Lamonica, Crisanto, Adolfrizis, Cirilo e Albércio ou Fontes.

1º jogo: Noroeste 0 x 0 Guarani

2º jogo: Noroeste 1 x 0 Guarani - Gol de Fontes


Após eliminar a equipe do Taubaté (1 x 2 e 4 x 0), o Noroeste se classificou para a decisão contra o Guarani de Campinas. Os dois jogos foram disputados no estádio do Pacaembu, na capital paulista. Apesar das dificuldades de locomoção para a Capital, na época, muitos bauruenses foram levar apoio ao clube. O primeiro jogo terminou sem gols. E para o segundo, temia-se pela sorte do alvirrubro. Mas, com muita disposição e aplicação técnica, o Noroeste venceu pela contagem mínima – gol do ponteiro esquerdo Fontes-. Num feito memorável. Essa partida aconteceu no dia 10/11/1943.


Equipe Base: Sidney, Osvaldo e Vila; Nelson Faria, Mingão e Amaro; Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini.

Jogo Decisivo: Noroeste 2 x 0 Bolacheiros
Data: 23/05/1954

Já no regime profissional, reunimos um plantel de tirar o chapéu, somando jogadores técnicos como Zeola e Ranulfo, e bons brigadores, da estirpe de Osvaldo, Vila, Mingão e Brotero. Poucos acreditavam no êxito desse time, pois o Noroeste disputava o certame de acesso sem muitas pretensões. Os três primeiros jogos, porém, já revelaram o potencial do plantel: ganhamos aqui do Paulista de Jundiaí por 4 x 2. Em seguida fomos a Rio Preto e vencemos o América por 2 x 1, e logo depois a então poderosa Ferroviária de Araraquara perdeu no Estádio Dr. Alfredo de Castilho por 2 x 0. A campanha foi ganhando impulso e entusiasmo, frustrado com a morte do técnico Pepino, nos vestiários do estádio. Apesar da tragédia, a Federação se recusou a adiar a partida que estava programada contra o Bragantino. Os jogadores, apesar do trauma representado pela morte do técnico e amigo, souberam dobrar o Bragantino, pela contagem, mínima. No domingo seguinte, na Cidade Menina, o grande desafio: empatar ou vencer o time local, que se transformara em grande freguês do Noroeste. A partida foi uma batalha. Ganhamos por 2 x 1, com o gol da vitória surgindo limpamente de uma cabeçada de Brotero, no finalzinho. A torcida dos bolacheiros rompeu o alambrado, invadiu o campo, e quase matou o árbitro Benedito Siqueira Filho. O Estádio Municipal ficou semi-destruído. Olha a baixaria dos wafers. Embalado com mais aquela proeza, o Noroeste foi enfrentar outro páreo indigesto, em Jundiaí, no domingo seguinte. Brotero deixou sua marca, fazendo o gol do escore final: 1 x 0. Uma campanha assim vitoriosa teria seu epílogo na recepção aos Bolacheiros. Se vencêssemos, estaria liquidada a fatura por antecipação. Por força dos lamentáveis incidentes ocorridos na Cidade Menina, o time visitante entrou no Estádio Dr. Alfredo de Castilho sob a maior vaia ali registrada. Favorecidos pelo aspecto psicológico, os noroestinos não derão chance ao time visitante: ganharam de novo, por 2 x 0. Sagrando-se campeões do acesso e obtendo o direito de disputar a Divisão Especial. Durante os 13 anos seguintes o Noroeste figurou entre os integrantes do Paulistão.

Time Base: Chiquinho, Romualdo, Luizão, Marco Antonio e Bonfim; Nascimento e Foguinho; Odair Cologna, Márcio, Fedato e Mário Augusto (Ramos). Técnico: Muca

Noroeste 1 x 0 Nacional – Gol de Fedato
Dia 24/09/1970 – Parque Antarctica

Nosso grande adversário, naquela oportunidade, foi o Nacional, da Capital. Classificado para o quadrangular decisivo, juntamente com o Bragantino, Nacional e o Corinthians de Presidente Prudente, o Noroeste teve que aguardar algumas semanas até que o TJD da Federação julgasse recursos dos Bolacheiros (sempre eles!!) e do Saad, que pretendiam ganhar pontos no Noroeste e do Nacional, substituindo-nos no quadrangular. O quadrangular era diferente. Era o sistema eliminatório: o Noroeste desclassificou o Bragantino por 2 x 1, enquanto o Nacional eliminou o Corinthians Prudentino também por 2 x 1. A definição do acesso ficou para Noroeste e Nacional, no Parque Antarctica. Odair Cologna marcou para o Noroeste, mas Barnabé empatou para o time da capital. O empate de 1 x 1 persistiu na prorrogação de 30 minutos, sendo necessários à realização de outro jogo, 48 horas após, no mesmo estádio. E foi na quinta-feira, 24 de setembro, que Fedato, cabeceando uma bola cruzada na área, fez aos 31´ do primeiro tempo, o gol que levaria o Noroeste de volta à Divisão Especial. Oscar Scolfaro apitou a decisão. A festa da vitória começou no próprio estádio do Palmeiras, com grande entusiasmo, e repetiu-se na chegada da delegação a Bauru, no dia seguinte. Em virtude dos anos de espera e da ansiedade causada nas semanas que antecederam o quadrangular, a festa do acesso superou na cidade, as comemorações da conquista do tricampeonato mundial pelo Brasil, realizados dois meses antes. A delegação foi recebida com grandes honras. A Rodovia Marechal Rondon perto de Agudos, já estava tomada por vários veículos ocupados por ferrenhos noroestinos que empunhavam suas bandeiras. Quando o ônibus que conduzia a delegação aproximou-se de Bauru, os atletas puderam notar a festa que estava preparada. Moradores de todos os setores da cidade vieram para o centro. Foi uma festa inesquecível. Bandas de música, serpentinas, confete, escolas de samba, crianças, velhos e mulheres, enfim, era a festa de Bauru esportiva.

Time Base: Silvio Luiz, Edinho, Jorge Fernandes (Dedê), Carlos Alberto e Ferreira; Marcão, Bira (Jorge Maravilha) e Jenildo; Amauri, Osmair e Jânio. Técnico: Norberto Lopes

Noroeste 1 x 0 União Agrícola Barbarense – Gol de Osmair aos 21´
Local: Estádio do XV de Jaurrrrrr

O título de 1984 teve um começo fácil e um final bastante dramático. Na primeira fase, o técnico era Varlei de Carvalho e o time terminou em primeiro no seu grupo. Antes do inicio da 2º fase, o técnico Varlei se desentendeu com a diretoria e foi substituído, e o comando da equipe foi entregue ao então técnico do juvenil, Zé Rubens. Nesta 2º fase, o Noroeste também garantiu o título do seu grupo. Norberto Lopes foi contratado para comandar a equipe e dar um melhor padrão de jogo a equipe noroestina. Nesta fase a equipe teve altos e baixos, e a classificação veio após uma grande combinação de resultados. A equipe chegou à última rodada dessa fase precisando vencer sua partida contra o Jaboticabal, em Bauru e contar com pelo menos um empate do Novorizontino contra o São Carlense, em São Carlos. Um espetáculo dramático, esse o do dia 28 de outubro, pois apenas nos 20´ finais, o Noroeste conseguiu ganhar do Jaboticabal, por 2 x 1, contando ainda com um empate pela contagem mínima em São Carlos. Uma classificação suada, mas merecida, que empolgou a cidade e mereceu elogios de todos. Por outro lado, o “temível” Sertãozinho estava eliminado pelo Batatais, que decidiria a vaga contra a Internacional. A classificação levou-nos a disputar uma vaga para o quadrangular final contra o Batatais em dois jogos. O primeiro foi em Batatais, e uma grande caravana de torcedores esteve presente, embora nem todos chegassem a tempo. A maioria dos ônibus se perde e os torcedores chegaram apenas no segundo tempo, o que não impediu a comemoração do empate em 0 x 0. Uma semana depois, ou seja, dia 11/11/1984, o “Alfredão” recebeu seu maior público este ano, para assistir a uma vitória que teve duplo sabor. O placar de 2 x 0 garantiu a classificação para o quadrangular decisivo. As equipes classificadas foram: Noroeste, União Agrícola Barbarense, Vocem de Assis e Paulista de Jundiaí. No dia 18 de novembro, no Estádio “Barão de Serra Negra”, em Piracicaba, aconteceria à partida contra o difícil União Agrícola Barbarense. E a torcida noroestina tomou conta das numeradas, mas perdeu em numero na geral, assistiu um espetáculo de bom nível técnico, com uma grande vitória noroestina por 2 x 0. Invadir o “Zezinho Magalhães”, em Jaúrrrrr, era a palavra de ordem do dia 22 de novembro, contra a equipe do Vocem, de Assis. E a invasão se concretizou, embora a vitória tenha acontecido nos minutos finais, com um gol do lateral Edinho que fez a galera explodir. Muitos torcedores não viram o gol, pois já tinham deixado o estádio e ido para os ônibus. Depois disso, o grande jogo, contra o Paulista de Jundiaí, novamente em Jaurrrrrr. No dia 25, a badalada equipe do Paulista conheceu uma derrota por 2 x 1, debaixo de um temporal. A vitória mostrou o espírito de luta de todo o elenco do Norusca, no encerramento do turno do quadrangular. No dia 01/12, foi à vez do desfalcado time do Paulista devolver a derrota. No estádio Palestra Itália, o Noroeste perdeu pelo placar de 2 x 0. Essa partida foi televisionada para Bauru. No dia 05/12, no estádio distrital da Cidade Menina, uma nova vitória, colocando a equipe em situação boa na tábua de classificação. O placar de 3 x 1 acabou sendo injusto, pois a equipe noroestina perdeu outras inúmeras oportunidades. Na última partida em Jaúuuur, vencemos a equipe do União Agrícola Barbarense, por 1 x 0, gol do artilheiro Osmair no primeiro tempo. Osmair foi o artilheiro da equipe com 18 gols, seguido de Jenildo, com 14 gols. Pelos altos e baixo das fases classificatórias, foi uma das mais difíceis campanhas do Noroeste. A torcida vibrou muito, com milhares de torcedores fazendo a festa em Jaúrrrr na derradeira partida diante do União. Fomos campeões com um time de bom nível técnico e muita raça.

Time Base: Silvio Luiz, Sebben, Sidnei, Juliano e Ferreira; Vitor Hugo, Edinho e Vadinho, Edu, Pato e Rodinaldo;
Técnico: Varlei de Carvalho

10/02/1987 – Noroeste 2 x 1 União Agrícola Barbarense – Gols de Vadinho e Rodinaldo

A campanha de 1986 foi longa e muito difícil, para chegar ao quadrangular final que foi disputado em Campinas, o Noroeste teve que suar muito a camisa. Nas primeiras fases, a equipe jogou 30 jogos, obtendo 16 vitórias, 9 empates e 5 derrotas. Seus principais adversários na época eram as equipes do Sertãozinho e do Batatais, onde os jogos contra essas equipes se transformam em verdadeiras batalhas. A condição de semifinalista foi alcançada no dia 26/11, com um empate sem gols em Catanduva, contra a equipe local. Com a vaga garantida, um time misto empatou com o Lençoense, em Bauru, no dia 30, em 0 x 0. Na decisão do grupo “Amarelo”, dia 07 de dezembro, o Noroeste derrotou o Sertãozinho por 1 x 0, gol de Lívio. O jogo de volta em Sertãozinho, terminou com uma vitória do time da casa, mas o TJD deu os pontos para o Norusca, reconhecendo que houvera agressão ao arbitro, impossibilitando-o de mandar cobrar o penal que poderia classificar o Noroeste. Portanto, as equipes finalistas eram: Noroeste, Bandeirantes de Birigui, São Bernardo e União Agrícola Barbarense. Logo na estréia, o Noroeste venceu o Bandeirantes, por 3 x 2 (com dois gols de Lívio e outro de Juliano). No segundo jogo contra o União, empate sem gols, debaixo de muita chuva no estádio da Ponte Preta. A última partida do turno foi contra o São Bernardo, e o Norusca venceu por 1 x 0, gol de Pato. O entusiasmo tomou conta da equipe dos torcedores, que literalmente invadiram a cidade de Campinas, mas o Norusca perdeu para o Bandeirantes por 2 x 0. No 2º jogo do returno enfrentamos a equipe do União, é só a vitória interessava. O Norusca venceu por 2 x 1 (gols de Vadinho e Rodinaldo). Após o trunfo contra o União, veio a partida entre Bandeirantes e São Bernardo. Qualquer resultado que não fosse à vitória da equipe de São Bernardo serviria para o Noroeste. A equipe do Bandeirantes de Birigui venceu por 2 x 1. Definiram-se, assim, as duas equipes que subiram para a 1º Divisão. A rodada final, já com importância reduzida, ficou para à tarde do dia 14/02/1987, em Bauru e Birigui, apenas para decidir quem seria o Campeão da Temporada. Uma festa para os atletas, dirigentes, técnico e torcida de Bauru, após muito sofrimento, muito esforço e muita luta. O Noroeste venceu o jogo contra o São Bernardo por 5 x 1, em Bauru. Mas terminou com o vice-campeonato, visto que o Bandeirantes sofreu um gol a menos que o Noroeste.

Equipe Base: Hélio, Marcos, Mauricio Cosin (Campanholo), Modesto e Adinan; Adaílton, Vadinho e Edmundo; André, Dumba e Marquinhos;
Técnico : Basílio

1º jogo : Noroeste 0 x 0 São Paulo – Jogo realizado em Novorizonte

2º jogo : Noroeste 2 x 1 São Paulo – Jogo realizado em Bragança Paulista
GOLS : Dumba e Marquinhos

A decisão foi na preliminar de Novorizontino e Bragantino, que decidiram o Campeonato Paulista daquele ano (conhecido como final caipira). A partida final foi apitada pelo árbitro João Paulo de Araújo e pelos assistentes: Rogério Ideali e Mário César Leonardi.

Reservas do Noroeste: Pinhata, Celinho, Campanholo, Luis Cláudio e Adilan;

Reservas do São Paulo: Alex, André, Nelson, Doriva, Alex e Esquerdinha;


Time Base : Vagner, Claudemir, Campanholo, Edson Jr. e Haroldo; Miranda, Cláudio, Adriano e Bariri (Chiquita); Manô e Nilson;
Técnico : Luis Carlos Martins

O Campeonato foi disputado em pontos corridos. O jogo que garantiu o título de Campeão foi um empate sem gols contra a equipe do Bandeirantes, em Birigui.

O Noroeste conquistou 49 pontos. Foram 28 jogos (13 vitórias, 5 Derrotas e 10 Empates). A equipe marcou 37 gols e sofreu 19 gols, portanto, saldo de 18 gols.


Time Base: Maurício; Cacá, Bonfim, Renato Carioca e Rogerinho; Alan (Gileno), Gilmar Fubá (Borebi), Edmílson e Luís Carlos; Jorge Henrique e Renatinho. Técnico: Paulo Comelli.

Juventus 2 x 1 Noroeste – Gol do Noroeste – Gileno aos 76´
27/06/2005
Árbitro: Anselmo da Costa

Na fase final, as equipes foram divididas em 2 grupos com quatro equipes cada. No nosso grupo, além do Noroeste, tinha o Mirassol, o São Bento e o Bandeirantes. No primeiro jogo disputado no dia 21/05, o Noroeste perdeu em casa para o São Bento por 1 x 0. No dia 29/05, o Norusca foi até Birigui e empatou com a equipe do Bandeirantes, pelo placar de 4 x 4. Na última rodada do turno, o Noroeste venceu o Mirassol na casa do adversário, por 2 x 1 (gols dois gols de Luciano Bebê). Na abertura do returno, nova vitória contra o Mirassol, só que desta vez em Bauru, pelo placar de 2 x 0. No dia 12/06, dia dos namorados, mais de 15.000 torcedores comemoram a volta do Norusca a elite do futebol paulista, após uma goleada incontentável sobre o Bandeirantes, por 4 x 0 (Gols de Renatinho (2), Edmílson e Osni). E encerrando sua participação nessa fase, o Norusca foi até Sorocaba e perdeu para o São Bento por 1 x 2 (Gol de Edmílson aos 50´). Com esse resultado o Noroeste foi para a decisão em apenas um jogo contra o Juventus. Mas o Noroeste não agüentou a pressão e perdeu o título da Série A-2 para o Juventus, na Rua Javari. O Juventus jogou em casa por ter feito melhor campanha na primeira fase. Além do Juventus e Noroeste, as equipes do Bragantino e do São Bento também conseguiram o acesso ao Campeonato Paulista da 1º Divisão.

Time Base: Rafael Defendi; Cacá, Cristiano, Bonfim e Marcelinho; Danilo (Teco), Tobias, Luís Carlos e Luciano Bebê; Felipe (Buiú) e Otacílio Neto (Otávio). Técnico: Carlos Alberto Seixas

Data : 28/11/2005
Rio Claro 2 x 4 Noroeste.

Estádio Augusto Schimdt Filho (Rio Claro).

• Gols: Luciano Bebê aos 40 minutos; Otacílio 47', Marcelinho 73' e Buiú aos 88´
• Árbitro: Paulo César de Oliveira.

O Noroeste encerrou 2005 com chave de ouro. Após conseguir o acesso ao grupo de elite, no primeiro semestre, o Alvirrubro coroou sua brilhante participação ao vencer o Rio Claro por 4 a 2, sagrando-se campeão da Copa Federação Paulista de Futebol (FPF). Além de enriquecer ainda mais a sua galeria de troféus, o Noroeste conquistou o direito de disputar a Copa do Brasil em 2006. Em Rio Claro, o Norusca só precisava empatar, porque no primeiro jogo da decisão da Copa FPF já tinha vencido por 3 a 2. Apesar da vantagem do empate no jogo de volta da decisão, o Noroeste foi determinado e mostrou personalidade, principalmente no segundo tempo. Os primeiros 15 minutos foram em alta velocidade, e como só a vitória interessava, o Rio Claro começou a partida pressionando bastante. Logo aos 3 minutos, Luciano Gigante recebeu bom passe de Marcelinho no bico da área e fuzilou, raspando a trave. Incentivado por uma barulhenta, mas educada torcida, o time da casa abriu o placar aos 11 minutos. Alan, que explorou bastante o lado direito do Noroeste, fez um cruzamento para a pequena área e Cristiano, ao tentar desviar, marcou contra: Rio Claro, 1 a 0. O Noroeste se abateu com o gol, ficou muito nervoso e até mesmo perdido. Com isso, o Rio Claro aumentou ainda mais a pressão, criando pelo menos mais duas situações de extremo perigo. Numa delas, Danilo salvou gol certo em cima da risca, numa aglomeração na área noroestina. O Noroeste teve seu primeiro bom momento de perigo aos 18', quando Felipe, livre, chutou fraco nas mãos do goleiro Luiz Henrique. Logo depois, sempre pelo lado esquerdo, Alan escapou livre e de frente para o gol falhou na conclusão. O mesmo Alan acertou o travessão aos 38'. Mesmo sufocado, o Norusca chegou ao empate aos 40 minutos numa perfeita cobrança de Luciano Bebê, quase em cima da risca da grande área. Não foi um chute forte e sim uma bola bem colocada na ‘gaveta’. No intervalo, os alvirrubros levaram uma bronca do técnico Carlos Alberto Seixas e o time foi outro no segundo tempo, conseguindo a virada logo aos dois minutos - com outro gol de bola parada. Na cobrança da falta perigosa, Felipe tocou para Otacílio Neto, que chutou com violência, um verdadeiro ‘pombo sem asa’, sem chances para o goleiro rio-clarense: 2 a 1. O Rio Claro era dominado, mas conseguiu empatar aos 9, através de Wagner de cabeça, aproveitando um cruzamento feito por Luciano Gigante no primeiro pau. O Noroeste não se abalou e desempatou com Marcelinho, após um contra-ataque. O defensor de 18 anos ficou com espaço pelo lado direito da área, passou por um zagueiro para bater cruzado e fazer 3 a 2 aos 28 minutos. Esse gol desanimou o Rio Claro, que precisava marcar mais dois para ser campeão da Copa FPF. O Norusca desferiu o ‘golpe de misericórdia’ aos 43', com Buiú, que partiu em velocidade, invadiu a área, cortou para o meio e chutou forte à meia altura: 4 a 2. Depois, muitas comemorações.


Time Base: Mauro; Paulo Sérgio, Fábio, Reginaldo Nascimento e Cláudio; Luciano Santos (Marcelo Santos)(Felipe Oliveira), Hernani, Lenílson e Luciano Bebê; Rodrigo Tiuí (Otacílio Neto) e Leandrinho. Técnico: Paulo Comelli.

Jogo que decidiu o Título para o Noroeste:
Noroeste 1 x 1 Bragantino – gol do Noroeste marcado por Luciano Bebê aos 11´

Em seu retorno ao Campeonato Paulista da 1º Divisão, o Noroeste realizou sua melhor campanha na história do Campeonato. O 4º lugar foi superior ao desempenho da equipe de 1960, que ficou em 5º. O Noroeste fez grandes exibições em diversas partidas, como na estréia contra o Corinthians (venceu por 1 x 0), na vitória sobre o Santo André, em Bauru, por 4 x 2; Vitórias fora de casa, contra o Paulista e a Ponte Preta, ambas pelo placar de 3 x 1. Empate em 1 a 1 contra o “poderoso” São Paulo no Morumbi, e a mais fantástica, impiedosa e avassaladora vitória: os 4 x 0 contra os bolacheiros, com desfile do caixão e tudo mais. Essa ninguém esquece. Em 19 jogos disputados, o Noroeste venceu 10, empatou 4 e sofreu 5 derrotas. Marcou 34 gols e sofreu 26. Saldo de 8 gols. Terminou o Campeonato com 34 pontos conquistados.

Noroeste 0 x 1 Guaratinguetá
Local: Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru (SP)
Data: 05/05/2007
Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado


Time Base: Fabiano; Fábio, Toninho (Márcio Egídio) e Bonfim; Márcio Gabriel, Deda, Hernani (Rômulo), Luciano Bebê e Neílton (Fernando Gaúcho); Vandinho e Otacílio Neto.
Técnico: Pintado

Classificaram para as semifinais, as quatro melhores equipes do interior (Paulista, Noroeste, ponte Preta e Guaratinguetá). O Noroeste disputou a vaga para a final contra a equipe da Ponte Preta. Por ter feito melhor campanha que os campineiros, o Noroeste teve a vantagem de decidir a 2º partida em casa. Na primeira partida, realizada em 14/04, o Norusca venceu por 2 x 1 (gols de Luciano Bebê e Otacílio Neto). No dia 22/04, o Noroeste recebeu a Ponte Preta e empatou por 1 x 1 (gol de Otacílio Neto), garantindo vaga na decisão do Título do Interior. Seu adversário na final, foi o estreante Guaratinguetá, que acabou eliminando a equipe do Paulista. Por ter feito melhor campanha, novamente o Noroeste teve a vantagem de decidir a 2º partida em casa. No primeiro jogo, empate em 1 x 1 em Guará, no dia 28/04. O gol do Noroeste foi marcado por Otacílio Neto de falta. A partida final foi realizada no dia 05/05, e o Noroeste foi surpreendido pelo adversário em pleno “Alfredão”, perdendo o jogo e o título de bicampeão, pelo placar de 1 x 0.


Barueri 4 x 0 Noroeste

Local: Estádio Arena Barueri, em Barueri – SP
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Público: 13.955 torcedores
Cartões Amarelos: Rodrigo Pontes, Amaral, Leandro, Guigov (Barueri); Luciano Bebê, Alexandre, Alexandre Luz (Noroeste)
Gol: Guaru aos 9’/1T, Fernando aos 25’/2T e aos 42'/2T, e Guigov aos 44'/2T (Barueri)

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Noroeste
Fabiano; Alexandre Luz, Bonfim (Gilsinho) e Éder Monteiro; Edylton (Danilo Dias), Alexandre, Marcelo Santos, Luciano Bebê e Giovanni; Vandinho (Borebi) e Leandrinho.
Técnico: Márcio Bittencourt.

O Barueri fez valer o mando de campo e, na tarde deste sábado, conquistou o Título do Interior. A equipe da grande São Paulo recebeu e derrotou o Noroeste por 4 a 0, na Arena Barueri, encerrando sua participação no Campeonato Paulista como melhor mandante da competição – venceu nove vezes e empatou apenas uma, em 11 jogos disputados.
O Barueri entrou em campo tranqüilo, por já ter conseguido a vitória na primeira partida, em Bauru, por 2 a 1. Podendo até perder por um gol de diferença, a equipe se defendeu bem nos primeiros minutos e atacou apenas quando tinha espaço.

Com o título do interior, o Barueri embolsou uma boa quantia em dinheiro. A Federação Paulista anunciou um prêmio de R$ 250 mil para o campeão. Já o Noroeste, que já tinha ficado pelo caminho em 2007, amargou seu segundo vice-campeonato seguido

Noroeste 2 x 1 Guaratinguetá


Local: Estádio Dr. Alfredo de Castilho, em Bauru-SP
Árbitro: Élcio Paschoal Borborema

Cartões Amarelos: Zé Carlos e Júlio Cesar (Noroeste); Serginho, Lúcio Flávio, Júlio Cesar, Renato Peixe, Jaílson, Everthon e Cesar Santiago (Guaratinguetá)
Cartão Vermelho: Zé Carlos (Noroeste); Serginho (Guaratinguetá)

Gols: Marcelinho 45’/1T e Zé Carlos aos 13’/2T (Noroeste); Lúcio Flávio aos 20’/1T (Guaratinguetá)



Noroeste
André Luís; Tiago, Samuel, Éder Lima e Roque (Gilmar Fubá); Marcelinho, Júlio César, Doda (Adilson) e Cléverson; Rafael Aidar e Zé Carlos.
Técnico: Luciano Dias.


O Noroeste entrou em campo já com o acesso para elite do Paulistão 2011 garantido, graças ao empate na penúltima rodada contra o São José, na casa do adversário. Para conseguir o título de vice-campeão, bastava à equipe Noroestina vencer o Guarantiguetá. Com o resultado positivo, a equipe alvirrubra chegou aos 13 pontos no grupo 2 (mesma soma de pontos do Linense no grupo 3). Nesse ano não houve jogos para decidir o campeão, o mesmo seria a equipe que conseguisse a maior soma de pontos nas duas fases, e nesse quesito o Linense conseguiu 53 pontos, contra 48 do Esporte Clube Noroeste. Esse foi o terceiro vice-campeonato seguido do Norusca;