|
Equipe
Base: Amélio, Xande e Irineu Pé de Boi; Balbino,
Sérgio e Chocolate; Lamonica, Crisanto, Adolfrizis, Cirilo
e Albércio ou Fontes.
1º
jogo: Noroeste 0 x 0 Guarani
2º
jogo: Noroeste 1 x 0 Guarani - Gol de Fontes
Após eliminar a equipe do Taubaté (1 x 2 e 4 x 0),
o Noroeste se classificou para a decisão contra o Guarani
de Campinas. Os dois jogos foram disputados no estádio
do Pacaembu, na capital paulista. Apesar das dificuldades de locomoção
para a Capital, na época, muitos bauruenses foram levar
apoio ao clube. O primeiro jogo terminou sem gols. E para o segundo,
temia-se pela sorte do alvirrubro. Mas, com muita disposição
e aplicação técnica, o Noroeste venceu pela
contagem mínima – gol do ponteiro esquerdo Fontes-.
Num feito memorável. Essa partida aconteceu no dia 10/11/1943.
|
|
Equipe
Base: Sidney, Osvaldo e Vila; Nelson Faria, Mingão e Amaro;
Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini.
Jogo
Decisivo: Noroeste 2 x 0 Bolacheiros
Data: 23/05/1954
Já
no regime profissional, reunimos um plantel de tirar o chapéu,
somando jogadores técnicos como Zeola e Ranulfo, e bons
brigadores, da estirpe de Osvaldo, Vila, Mingão e Brotero.
Poucos acreditavam no êxito desse time, pois o Noroeste
disputava o certame de acesso sem muitas pretensões. Os
três primeiros jogos, porém, já revelaram
o potencial do plantel: ganhamos aqui do Paulista de Jundiaí
por 4 x 2. Em seguida fomos a Rio Preto e vencemos o América
por 2 x 1, e logo depois a então poderosa Ferroviária
de Araraquara perdeu no Estádio Dr. Alfredo de Castilho
por 2 x 0. A campanha foi ganhando impulso e entusiasmo, frustrado
com a morte do técnico Pepino, nos vestiários do
estádio. Apesar da tragédia, a Federação
se recusou a adiar a partida que estava programada contra o Bragantino.
Os jogadores, apesar do trauma representado pela morte do técnico
e amigo, souberam dobrar o Bragantino, pela contagem, mínima.
No domingo seguinte, na Cidade Menina, o grande desafio: empatar
ou vencer o time local, que se transformara em grande freguês
do Noroeste. A partida foi uma batalha. Ganhamos por 2 x 1, com
o gol da vitória surgindo limpamente de uma cabeçada
de Brotero, no finalzinho. A torcida dos bolacheiros rompeu o
alambrado, invadiu o campo, e quase matou o árbitro Benedito
Siqueira Filho. O Estádio Municipal ficou semi-destruído.
Olha a baixaria dos wafers. Embalado com mais aquela proeza, o
Noroeste foi enfrentar outro páreo indigesto, em Jundiaí,
no domingo seguinte. Brotero deixou sua marca, fazendo o gol do
escore final: 1 x 0. Uma campanha assim vitoriosa teria seu epílogo
na recepção aos Bolacheiros. Se vencêssemos,
estaria liquidada a fatura por antecipação. Por
força dos lamentáveis incidentes ocorridos na Cidade
Menina, o time visitante entrou no Estádio Dr. Alfredo
de Castilho sob a maior vaia ali registrada. Favorecidos pelo
aspecto psicológico, os noroestinos não derão
chance ao time visitante: ganharam de novo, por 2 x 0. Sagrando-se
campeões do acesso e obtendo o direito de disputar a Divisão
Especial. Durante os 13 anos seguintes o Noroeste figurou entre
os integrantes do Paulistão.
|
|
Time
Base: Chiquinho, Romualdo, Luizão, Marco Antonio e Bonfim;
Nascimento e Foguinho; Odair Cologna, Márcio, Fedato e
Mário Augusto (Ramos). Técnico: Muca
Noroeste
1 x 0 Nacional – Gol de Fedato
Dia 24/09/1970 – Parque Antarctica
Nosso
grande adversário, naquela oportunidade, foi o Nacional,
da Capital. Classificado para o quadrangular decisivo, juntamente
com o Bragantino, Nacional e o Corinthians de Presidente Prudente,
o Noroeste teve que aguardar algumas semanas até que o
TJD da Federação julgasse recursos dos Bolacheiros
(sempre eles!!) e do Saad, que pretendiam ganhar pontos no Noroeste
e do Nacional, substituindo-nos no quadrangular. O quadrangular
era diferente. Era o sistema eliminatório: o Noroeste desclassificou
o Bragantino por 2 x 1, enquanto o Nacional eliminou o Corinthians
Prudentino também por 2 x 1. A definição
do acesso ficou para Noroeste e Nacional, no Parque Antarctica.
Odair Cologna marcou para o Noroeste, mas Barnabé empatou
para o time da capital. O empate de 1 x 1 persistiu na prorrogação
de 30 minutos, sendo necessários à realização
de outro jogo, 48 horas após, no mesmo estádio.
E foi na quinta-feira, 24 de setembro, que Fedato, cabeceando
uma bola cruzada na área, fez aos 31´ do primeiro
tempo, o gol que levaria o Noroeste de volta à Divisão
Especial. Oscar Scolfaro apitou a decisão. A festa da vitória
começou no próprio estádio do Palmeiras,
com grande entusiasmo, e repetiu-se na chegada da delegação
a Bauru, no dia seguinte. Em virtude dos anos de espera e da ansiedade
causada nas semanas que antecederam o quadrangular, a festa do
acesso superou na cidade, as comemorações da conquista
do tricampeonato mundial pelo Brasil, realizados dois meses antes.
A delegação foi recebida com grandes honras. A Rodovia
Marechal Rondon perto de Agudos, já estava tomada por vários
veículos ocupados por ferrenhos noroestinos que empunhavam
suas bandeiras. Quando o ônibus que conduzia a delegação
aproximou-se de Bauru, os atletas puderam notar a festa que estava
preparada. Moradores de todos os setores da cidade vieram para
o centro. Foi uma festa inesquecível. Bandas de música,
serpentinas, confete, escolas de samba, crianças, velhos
e mulheres, enfim, era a festa de Bauru esportiva.
|
|
Time
Base: Silvio Luiz, Edinho, Jorge Fernandes (Dedê), Carlos
Alberto e Ferreira; Marcão, Bira (Jorge Maravilha) e Jenildo;
Amauri, Osmair e Jânio. Técnico: Norberto Lopes
Noroeste
1 x 0 União Agrícola Barbarense – Gol de Osmair
aos 21´
Local: Estádio do XV de Jaurrrrrr
O
título de 1984 teve um começo fácil e um
final bastante dramático. Na primeira fase, o técnico
era Varlei de Carvalho e o time terminou em primeiro no seu grupo.
Antes do inicio da 2º fase, o técnico Varlei se desentendeu
com a diretoria e foi substituído, e o comando da equipe
foi entregue ao então técnico do juvenil, Zé
Rubens. Nesta 2º fase, o Noroeste também garantiu
o título do seu grupo. Norberto Lopes foi contratado para
comandar a equipe e dar um melhor padrão de jogo a equipe
noroestina. Nesta fase a equipe teve altos e baixos, e a classificação
veio após uma grande combinação de resultados.
A equipe chegou à última rodada dessa fase precisando
vencer sua partida contra o Jaboticabal, em Bauru e contar com
pelo menos um empate do Novorizontino contra o São Carlense,
em São Carlos. Um espetáculo dramático, esse
o do dia 28 de outubro, pois apenas nos 20´ finais, o Noroeste
conseguiu ganhar do Jaboticabal, por 2 x 1, contando ainda com
um empate pela contagem mínima em São Carlos. Uma
classificação suada, mas merecida, que empolgou
a cidade e mereceu elogios de todos. Por outro lado, o “temível”
Sertãozinho estava eliminado pelo Batatais, que decidiria
a vaga contra a Internacional. A classificação levou-nos
a disputar uma vaga para o quadrangular final contra o Batatais
em dois jogos. O primeiro foi em Batatais, e uma grande caravana
de torcedores esteve presente, embora nem todos chegassem a tempo.
A maioria dos ônibus se perde e os torcedores chegaram apenas
no segundo tempo, o que não impediu a comemoração
do empate em 0 x 0. Uma semana depois, ou seja, dia 11/11/1984,
o “Alfredão” recebeu seu maior público
este ano, para assistir a uma vitória que teve duplo sabor.
O placar de 2 x 0 garantiu a classificação para
o quadrangular decisivo. As equipes classificadas foram: Noroeste,
União Agrícola Barbarense, Vocem de Assis e Paulista
de Jundiaí. No dia 18 de novembro, no Estádio “Barão
de Serra Negra”, em Piracicaba, aconteceria à partida
contra o difícil União Agrícola Barbarense.
E a torcida noroestina tomou conta das numeradas, mas perdeu em
numero na geral, assistiu um espetáculo de bom nível
técnico, com uma grande vitória noroestina por 2
x 0. Invadir o “Zezinho Magalhães”, em Jaúrrrrr,
era a palavra de ordem do dia 22 de novembro, contra a equipe
do Vocem, de Assis. E a invasão se concretizou, embora
a vitória tenha acontecido nos minutos finais, com um gol
do lateral Edinho que fez a galera explodir. Muitos torcedores
não viram o gol, pois já tinham deixado o estádio
e ido para os ônibus. Depois disso, o grande jogo, contra
o Paulista de Jundiaí, novamente em Jaurrrrrr. No dia 25,
a badalada equipe do Paulista conheceu uma derrota por 2 x 1,
debaixo de um temporal. A vitória mostrou o espírito
de luta de todo o elenco do Norusca, no encerramento do turno
do quadrangular. No dia 01/12, foi à vez do desfalcado
time do Paulista devolver a derrota. No estádio Palestra
Itália, o Noroeste perdeu pelo placar de 2 x 0. Essa partida
foi televisionada para Bauru. No dia 05/12, no estádio
distrital da Cidade Menina, uma nova vitória, colocando
a equipe em situação boa na tábua de classificação.
O placar de 3 x 1 acabou sendo injusto, pois a equipe noroestina
perdeu outras inúmeras oportunidades. Na última
partida em Jaúuuur, vencemos a equipe do União Agrícola
Barbarense, por 1 x 0, gol do artilheiro Osmair no primeiro tempo.
Osmair foi o artilheiro da equipe com 18 gols, seguido de Jenildo,
com 14 gols. Pelos altos e baixo das fases classificatórias,
foi uma das mais difíceis campanhas do Noroeste. A torcida
vibrou muito, com milhares de torcedores fazendo a festa em Jaúrrrr
na derradeira partida diante do União. Fomos campeões
com um time de bom nível técnico e muita raça.
|
|
Time
Base: Silvio Luiz, Sebben, Sidnei, Juliano e Ferreira; Vitor Hugo,
Edinho e Vadinho, Edu, Pato e Rodinaldo;
Técnico: Varlei de Carvalho
10/02/1987
– Noroeste 2 x 1 União Agrícola Barbarense
– Gols de Vadinho e Rodinaldo
A
campanha de 1986 foi longa e muito difícil, para chegar
ao quadrangular final que foi disputado em Campinas, o Noroeste
teve que suar muito a camisa. Nas primeiras fases, a equipe jogou
30 jogos, obtendo 16 vitórias, 9 empates e 5 derrotas.
Seus principais adversários na época eram as equipes
do Sertãozinho e do Batatais, onde os jogos contra essas
equipes se transformam em verdadeiras batalhas. A condição
de semifinalista foi alcançada no dia 26/11, com um empate
sem gols em Catanduva, contra a equipe local. Com a vaga garantida,
um time misto empatou com o Lençoense, em Bauru, no dia
30, em 0 x 0. Na decisão do grupo “Amarelo”,
dia 07 de dezembro, o Noroeste derrotou o Sertãozinho por
1 x 0, gol de Lívio. O jogo de volta em Sertãozinho,
terminou com uma vitória do time da casa, mas o TJD deu
os pontos para o Norusca, reconhecendo que houvera agressão
ao arbitro, impossibilitando-o de mandar cobrar o penal que poderia
classificar o Noroeste. Portanto, as equipes finalistas eram:
Noroeste, Bandeirantes de Birigui, São Bernardo e União
Agrícola Barbarense. Logo na estréia, o Noroeste
venceu o Bandeirantes, por 3 x 2 (com dois gols de Lívio
e outro de Juliano). No segundo jogo contra o União, empate
sem gols, debaixo de muita chuva no estádio da Ponte Preta.
A última partida do turno foi contra o São Bernardo,
e o Norusca venceu por 1 x 0, gol de Pato. O entusiasmo tomou
conta da equipe dos torcedores, que literalmente invadiram a cidade
de Campinas, mas o Norusca perdeu para o Bandeirantes por 2 x
0. No 2º jogo do returno enfrentamos a equipe do União,
é só a vitória interessava. O Norusca venceu
por 2 x 1 (gols de Vadinho e Rodinaldo). Após o trunfo
contra o União, veio a partida entre Bandeirantes e São
Bernardo. Qualquer resultado que não fosse à vitória
da equipe de São Bernardo serviria para o Noroeste. A equipe
do Bandeirantes de Birigui venceu por 2 x 1. Definiram-se, assim,
as duas equipes que subiram para a 1º Divisão. A rodada
final, já com importância reduzida, ficou para à
tarde do dia 14/02/1987, em Bauru e Birigui, apenas para decidir
quem seria o Campeão da Temporada. Uma festa para os atletas,
dirigentes, técnico e torcida de Bauru, após muito
sofrimento, muito esforço e muita luta. O Noroeste venceu
o jogo contra o São Bernardo por 5 x 1, em Bauru. Mas terminou
com o vice-campeonato, visto que o Bandeirantes sofreu um gol
a menos que o Noroeste.
|
|
Equipe
Base: Hélio, Marcos, Mauricio Cosin (Campanholo), Modesto
e Adinan; Adaílton, Vadinho e Edmundo; André, Dumba
e Marquinhos;
Técnico : Basílio
1º
jogo : Noroeste 0 x 0 São Paulo – Jogo realizado
em Novorizonte
2º
jogo : Noroeste 2 x 1 São Paulo – Jogo realizado
em Bragança Paulista
GOLS : Dumba e Marquinhos
A decisão
foi na preliminar de Novorizontino e Bragantino, que decidiram
o Campeonato Paulista daquele ano (conhecido como final caipira).
A partida final foi apitada pelo árbitro João Paulo
de Araújo e pelos assistentes: Rogério Ideali e
Mário César Leonardi.
Reservas do
Noroeste: Pinhata, Celinho, Campanholo, Luis Cláudio e
Adilan;
Reservas
do São Paulo: Alex, André, Nelson, Doriva, Alex
e Esquerdinha;
|
|
Time
Base : Vagner, Claudemir, Campanholo, Edson Jr. e Haroldo; Miranda,
Cláudio, Adriano e Bariri (Chiquita); Manô e Nilson;
Técnico : Luis Carlos Martins
O
Campeonato foi disputado em pontos corridos. O jogo que garantiu
o título de Campeão foi um empate sem gols contra
a equipe do Bandeirantes, em Birigui.
O
Noroeste conquistou 49 pontos. Foram 28 jogos (13 vitórias,
5 Derrotas e 10 Empates). A equipe marcou 37 gols e sofreu 19
gols, portanto, saldo de 18 gols.
|
|
Time
Base: Maurício; Cacá, Bonfim, Renato Carioca e Rogerinho;
Alan (Gileno), Gilmar Fubá (Borebi), Edmílson e
Luís Carlos; Jorge Henrique e Renatinho. Técnico:
Paulo Comelli.
Juventus
2 x 1 Noroeste – Gol do Noroeste – Gileno aos 76´
27/06/2005
Árbitro: Anselmo da Costa
Na
fase final, as equipes foram divididas em 2 grupos com quatro
equipes cada. No nosso grupo, além do Noroeste, tinha o
Mirassol, o São Bento e o Bandeirantes. No primeiro jogo
disputado no dia 21/05, o Noroeste perdeu em casa para o São
Bento por 1 x 0. No dia 29/05, o Norusca foi até Birigui
e empatou com a equipe do Bandeirantes, pelo placar de 4 x 4.
Na última rodada do turno, o Noroeste venceu o Mirassol
na casa do adversário, por 2 x 1 (gols dois gols de Luciano
Bebê). Na abertura do returno, nova vitória contra
o Mirassol, só que desta vez em Bauru, pelo placar de 2
x 0. No dia 12/06, dia dos namorados, mais de 15.000 torcedores
comemoram a volta do Norusca a elite do futebol paulista, após
uma goleada incontentável sobre o Bandeirantes, por 4 x
0 (Gols de Renatinho (2), Edmílson e Osni). E encerrando
sua participação nessa fase, o Norusca foi até
Sorocaba e perdeu para o São Bento por 1 x 2 (Gol de Edmílson
aos 50´). Com esse resultado o Noroeste foi para a decisão
em apenas um jogo contra o Juventus. Mas o Noroeste não
agüentou a pressão e perdeu o título da Série
A-2 para o Juventus, na Rua Javari. O Juventus jogou em casa por
ter feito melhor campanha na primeira fase. Além do Juventus
e Noroeste, as equipes do Bragantino e do São Bento também
conseguiram o acesso ao Campeonato Paulista da 1º Divisão.
|
|
Time
Base: Rafael Defendi; Cacá, Cristiano, Bonfim e Marcelinho;
Danilo (Teco), Tobias, Luís Carlos e Luciano Bebê;
Felipe (Buiú) e Otacílio Neto (Otávio). Técnico:
Carlos Alberto Seixas
Data
: 28/11/2005
Rio Claro 2 x 4 Noroeste.
Estádio
Augusto Schimdt Filho (Rio Claro).
•
Gols: Luciano Bebê aos 40 minutos; Otacílio 47',
Marcelinho 73' e Buiú aos 88´
• Árbitro: Paulo César de Oliveira.
O
Noroeste encerrou 2005 com chave de ouro. Após conseguir
o acesso ao grupo de elite, no primeiro semestre, o Alvirrubro
coroou sua brilhante participação ao vencer o Rio
Claro por 4 a 2, sagrando-se campeão da Copa Federação
Paulista de Futebol (FPF). Além de enriquecer ainda mais
a sua galeria de troféus, o Noroeste conquistou o direito
de disputar a Copa do Brasil em 2006. Em Rio Claro, o Norusca
só precisava empatar, porque no primeiro jogo da decisão
da Copa FPF já tinha vencido por 3 a 2. Apesar da vantagem
do empate no jogo de volta da decisão, o Noroeste foi determinado
e mostrou personalidade, principalmente no segundo tempo. Os primeiros
15 minutos foram em alta velocidade, e como só a vitória
interessava, o Rio Claro começou a partida pressionando
bastante. Logo aos 3 minutos, Luciano Gigante recebeu bom passe
de Marcelinho no bico da área e fuzilou, raspando a trave.
Incentivado por uma barulhenta, mas educada torcida, o time da
casa abriu o placar aos 11 minutos. Alan, que explorou bastante
o lado direito do Noroeste, fez um cruzamento para a pequena área
e Cristiano, ao tentar desviar, marcou contra: Rio Claro, 1 a
0. O Noroeste se abateu com o gol, ficou muito nervoso e até
mesmo perdido. Com isso, o Rio Claro aumentou ainda mais a pressão,
criando pelo menos mais duas situações de extremo
perigo. Numa delas, Danilo salvou gol certo em cima da risca,
numa aglomeração na área noroestina. O Noroeste
teve seu primeiro bom momento de perigo aos 18', quando Felipe,
livre, chutou fraco nas mãos do goleiro Luiz Henrique.
Logo depois, sempre pelo lado esquerdo, Alan escapou livre e de
frente para o gol falhou na conclusão. O mesmo Alan acertou
o travessão aos 38'. Mesmo sufocado, o Norusca chegou ao
empate aos 40 minutos numa perfeita cobrança de Luciano
Bebê, quase em cima da risca da grande área. Não
foi um chute forte e sim uma bola bem colocada na ‘gaveta’.
No intervalo, os alvirrubros levaram uma bronca do técnico
Carlos Alberto Seixas e o time foi outro no segundo tempo, conseguindo
a virada logo aos dois minutos - com outro gol de bola parada.
Na cobrança da falta perigosa, Felipe tocou para Otacílio
Neto, que chutou com violência, um verdadeiro ‘pombo
sem asa’, sem chances para o goleiro rio-clarense: 2 a 1.
O Rio Claro era dominado, mas conseguiu empatar aos 9, através
de Wagner de cabeça, aproveitando um cruzamento feito por
Luciano Gigante no primeiro pau. O Noroeste não se abalou
e desempatou com Marcelinho, após um contra-ataque. O defensor
de 18 anos ficou com espaço pelo lado direito da área,
passou por um zagueiro para bater cruzado e fazer 3 a 2 aos 28
minutos. Esse gol desanimou o Rio Claro, que precisava marcar
mais dois para ser campeão da Copa FPF. O Norusca desferiu
o ‘golpe de misericórdia’ aos 43', com Buiú,
que partiu em velocidade, invadiu a área, cortou para o
meio e chutou forte à meia altura: 4 a 2. Depois, muitas
comemorações.
|
|
Time
Base: Mauro; Paulo Sérgio, Fábio, Reginaldo Nascimento
e Cláudio; Luciano Santos (Marcelo Santos)(Felipe Oliveira),
Hernani, Lenílson e Luciano Bebê; Rodrigo Tiuí
(Otacílio Neto) e Leandrinho. Técnico: Paulo Comelli.
Jogo
que decidiu o Título para o Noroeste:
Noroeste 1 x 1 Bragantino – gol do Noroeste marcado por
Luciano Bebê aos 11´
Em
seu retorno ao Campeonato Paulista da 1º Divisão,
o Noroeste realizou sua melhor campanha na história do
Campeonato. O 4º lugar foi superior ao desempenho da equipe
de 1960, que ficou em 5º. O Noroeste fez grandes exibições
em diversas partidas, como na estréia contra o Corinthians
(venceu por 1 x 0), na vitória sobre o Santo André,
em Bauru, por 4 x 2; Vitórias fora de casa, contra o Paulista
e a Ponte Preta, ambas pelo placar de 3 x 1. Empate em 1 a 1 contra
o “poderoso” São Paulo no Morumbi, e a mais
fantástica, impiedosa e avassaladora vitória: os
4 x 0 contra os bolacheiros, com desfile do caixão e tudo
mais. Essa ninguém esquece. Em 19 jogos disputados, o Noroeste
venceu 10, empatou 4 e sofreu 5 derrotas. Marcou 34 gols e sofreu
26. Saldo de 8 gols. Terminou o Campeonato com 34 pontos conquistados.
|
|
Noroeste
0 x 1 Guaratinguetá
Local: Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru (SP)
Data: 05/05/2007
Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado
Time Base: Fabiano; Fábio, Toninho
(Márcio Egídio) e Bonfim; Márcio Gabriel,
Deda, Hernani (Rômulo), Luciano Bebê e Neílton
(Fernando Gaúcho); Vandinho e Otacílio Neto.
Técnico: Pintado
Classificaram
para as semifinais, as quatro melhores equipes do interior (Paulista,
Noroeste, ponte Preta e Guaratinguetá). O Noroeste disputou
a vaga para a final contra a equipe da Ponte Preta. Por ter feito
melhor campanha que os campineiros, o Noroeste teve a vantagem
de decidir a 2º partida em casa. Na primeira partida, realizada
em 14/04, o Norusca venceu por 2 x 1 (gols de Luciano Bebê
e Otacílio Neto). No dia 22/04, o Noroeste recebeu a Ponte
Preta e empatou por 1 x 1 (gol de Otacílio Neto), garantindo
vaga na decisão do Título do Interior. Seu adversário
na final, foi o estreante Guaratinguetá, que acabou eliminando
a equipe do Paulista. Por ter feito melhor campanha, novamente
o Noroeste teve a vantagem de decidir a 2º partida em casa.
No primeiro jogo, empate em 1 x 1 em Guará, no dia 28/04.
O gol do Noroeste foi marcado por Otacílio Neto de falta.
A partida final foi realizada no dia 05/05, e o Noroeste foi surpreendido
pelo adversário em pleno “Alfredão”,
perdendo o jogo e o título de bicampeão, pelo placar
de 1 x 0.
|
 |
Barueri
4 x 0 Noroeste
Local: Estádio Arena Barueri, em Barueri – SP
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Público: 13.955 torcedores
Cartões Amarelos: Rodrigo Pontes, Amaral, Leandro, Guigov
(Barueri); Luciano Bebê, Alexandre, Alexandre Luz (Noroeste)
Gol: Guaru aos 9’/1T, Fernando aos 25’/2T e aos 42'/2T,
e Guigov aos 44'/2T (Barueri)
.
Noroeste
Fabiano; Alexandre Luz, Bonfim (Gilsinho) e Éder Monteiro;
Edylton (Danilo Dias), Alexandre, Marcelo Santos, Luciano Bebê
e Giovanni; Vandinho (Borebi) e Leandrinho.
Técnico: Márcio Bittencourt.
O Barueri fez valer o mando
de campo e, na tarde deste sábado, conquistou o Título
do Interior. A equipe da grande São Paulo recebeu e derrotou
o Noroeste por 4 a 0, na Arena Barueri, encerrando sua participação
no Campeonato Paulista como melhor mandante da competição
– venceu nove vezes e empatou apenas uma, em 11 jogos disputados.
O Barueri entrou em campo tranqüilo, por já ter conseguido
a vitória na primeira partida, em Bauru, por 2 a 1. Podendo
até perder por um gol de diferença, a equipe se defendeu
bem nos primeiros minutos e atacou apenas quando tinha espaço.
Com o título do interior, o Barueri embolsou uma boa quantia
em dinheiro. A Federação Paulista anunciou um prêmio
de R$ 250 mil para o campeão. Já o Noroeste, que já
tinha ficado pelo caminho em 2007, amargou seu segundo vice-campeonato
seguido
|
|